Quem passou pela Rua Dona Carlinda na manhã desta quinta-feira, dia 8, deparou-se com uma cena digna de documentário ambiental em plena área urbana. Em frente à Prefeitura Municipal, no coração de Canela, um casal de capivaras decidiu “passear” pelas calçadas, atraindo olhares curiosos e mobilizando uma operação técnica de resgate para garantir a segurança dos animais e dos pedestres.

Operação de resgate e cuidado técnico
A presença dos animais ativou um protocolo que envolveu a Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo, a pasta de Trânsito, a Patram da Brigada Militar e o Corpo de Bombeiros. Para conter os roedores e evitar que invadissem a pista de rolamento, os técnicos Alékos e Thais Mumbach utilizaram redes de contenção.
Uma estratégia curiosa chamou a atenção durante o manejo: o uso de vendas nos olhos das capivaras. Segundo os especialistas, a medida serve para reduzir o estresse dos animais diante da movimentação intensa de pessoas e veículos no entorno. Após a captura segura, a dupla foi transportada de volta ao seu habitat natural na Área de Preservação Permanente (APP), localizada no bairro Suzana.
Por que elas foram ao Centro?
O biólogo Alékos informou que a secretaria abrirá uma investigação para entender o deslocamento atípico, mas já possui uma forte hipótese.
“Acreditamos que elas saíram de lá em função da chuva”, adiantou o técnico, sugerindo que o volume de água pode ter alterado o nível das áreas úmidas onde elas vivem originalmente.
O maior roedor do mundo
Nativas de áreas úmidas e com hábitos semiaquáticos, as capivaras são conhecidas como os maiores roedores do planeta. Embora o temperamento calmo e a aparência simpática facilitem a convivência próxima ao meio urbano, as autoridades reforçam um alerta importante:
- Distância de segurança: Por serem animais silvestres, podem reagir por instinto caso se sintam acuados.
- Alimentação: Sua dieta é baseada em gramíneas e plantas aquáticas; não devem ser alimentadas por humanos.
A recomendação da Secretaria de Meio Ambiente é que, ao avistar animais silvestres fora de seu habitat, a população nunca tente o manejo por conta própria, acionando imediatamente os órgãos competentes.









